Patrícia Capelão

Virada para as artes, para a escrita e para a leitura. Considerada das alunas mais criativas, inclusivamente chegou a ganhar alguns prémios com a elaboração de textos. Tirou a sua licenciatura no ano de 2010, em Animação Sociocultural, pelo Instituto Politécnico da Guarda, na Escola Superior de Comunicação e Desporto com o intuito de conjugar todas as áreas em que sempre foi muito boa. Escolheu trabalhar com os mais velhos, colocando em prática a sua criatividade.

Trabalha nesta área há cerca de doze anos enquanto animadora sociocultural, trabalhou também com crianças e pessoas com Necessidades Educativas Especiais, mas é com os idosos que refere que tem aprendido bastante.

Tirou em 2022 uma pós-graduação de “Intervenção com pessoas com a doença de Alzheimer e outras demências” on-line, pelo Instituto Miguel Torga.

Em 2023 tirou um Curso Avançado de “Neurociências dos Jogos na Promoção de um envelhecimento Ativo e Feliz” pela empresa da agilidades.

Na busca incessante enquanto profissional, procura sempre fazer mais e melhor em prol dos mais experientes. É graças a eles que chega à conclusão que não estudou para ser animadora sociocultural, já nasceu Animadora. Em pequena sempre interagiu com os idosos na sua aldeia chamada Cogula, concelho de Trancoso, distrito da Guarda. Na sua aldeia já existia um Centro de Dia, foi criada no campo com os seus pais e os avós maternos. Aprendeu as músicas populares, aprendeu a assobiar, aprendeu a representar, e tudo isto com os mais velhos que pela aldeia andavam, e chamavam pela menina alegre do rabo-de-cavalo, para partilharem a sua sabedoria popular.

Passou por cinco instituições diferentes, conviveu de perto com diversos tipos de demências, com pessoas com diversas histórias e vivências. Mas com todas estas pessoas criou laços de empatia, que lhe fizeram prometer que esta relação seria eternamente: “no amor e na demência”, e que um dia lhes iria prestar a sua homenagem num livro. É desta forma que surge o livro: “A Avó tele-comanda na sua Vida”, uma homenagem a todos aqueles que passaram, e ainda irão passar pela sua vida. Até porque como referiu Antoine de Saint-Exupéry no seu livro “O Principezinho”: “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”.

Este livro pretende, por parte da escritora, ajudar graúdos e miúdos a sintonizar no canal que cada um está a viver, sem julgar, sem se envergonhar, apenas validar, acarinhar e abraçar.

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